A história dos Estados Unidos tinha uma raiz voltada para a espiritualidade, mas surgiu a teoria que quem ganhasse muito seria um protegido do Criador. Isso fez secar a raiz, um acontecimento que se espalhou pela Terra inteira gerando consequências pesadas. Em 2025, ano em que houve a troca de governo naquele país, poderia assinalar uma virada, mas o futuro é nebuloso.
Inflação e juros chegaram a níveis alarmantes. A mais elementar noção em economia é a de não gerar déficits em dólares, algo que os EUA deixam passar por serem os emissores dessa moeda, mas a dívida elevada poderá criar problemas. O Brasil é deficitário em suas contas internas e externas, o que é grave. Sem equilíbrio nas contas, como assegurar a autonomia? A corda apertou, dólar surpreendeu, a Selic subiu para 13,25% aumentando as dificuldades. Mas, que explicação dão os governantes e seus economistas?
Os americanos recebem em dólar e pouco se ressentem das oscilações cambiais. No Brasil e nas outras nações é mais complicado, pois suas populações recebem pagamentos nas respectivas moedas locais. No Brasil, se o dólar não tem estabilidade e sobe, a renda vai caindo além do desgaste inflacionário que se multiplica com o câmbio desvalorizado. O drama atual é que os preços dos produtos, alimentos e serviços estão subindo e a renda encolhendo. O que dava para comprar em 2023, agora requer mais dinheiro porque a renda não acompanha. A longo prazo, a pobreza geral tende a aumentar sem que se vislumbrem soluções produtivas, a não ser que o número de beneficiados pelos auxílios do Estado vá aumentando.
Na era da IA não haverá necessidade de estadistas sábios, pois grande parte da população estará agindo como robô sem alma. O presidente norte-americano Donald Trump quer pôr ordem na casa, mas na economia global a desordem é geral. O capitalismo está forte e dominante financeiramente, mas como competir com a produção de menor custo do capitalismo de Estado?
Está desequilibrada a competição e a concorrência entre empresas de mercados mais abertos com economias que adotam um modelo de capitalismo de Estado, onde o governo exerce um forte controle sobre a produção, comércio e consumo, podendo oferecer produtos a custos mais baixos. Que consequências isso trará para a humanidade?
Muitos países poderão enfrentar a desastrosa guerra das multidões. Quando uma nação estiver cercada por mentiras, falta de bom preparo para a vida, ausência da força da feminilidade incorrupta, e ainda constatar o predomínio da corrupção, violência, bandidagem, sequestro, roubo, insurgência, desemprego e fome, estará na tempestade perfeita da tragédia humana, a grande colheita do juízo final.
Além disso tudo, há muitas situações que não deveriam acontecer. Há uma pressa geral, muitos descuidos, falta de sensibilidade e percepção; assim vão acontecendo acidentes e outras ocorrências devido à falta de vigilância em quase todas as atividades, como ocorreu com passageiro que caiu da escada do avião ao desembarcar. O tempo é curto. Os custos e as receitas recebem mais prioridade que a preciosa vida humana.
As crianças e os jovens vão à escola para aprender, mas o celular tem sido um fator de distração da mente, afastando-os da vida real. Eles precisam de bom preparo para a vida, de modo a serem beneficiadores e conservadores do planeta, conhecendo as leis da natureza que a tudo abrangem. Isso tudo é essencial para que os jovens tenham raciocínio lúcido, bom senso, iniciativa, consideração humana, desenvolvendo a capacitação para refletir intuitivamente.
Devem ainda reconhecer o poder da palavra, o dom de se comunicarem bem para que possam exteriorizar os nobres sentimentos da alma, utilizando-se delas de forma correta, com seriedade e sinceridade. Enfim, precisam ter força de vontade e individualidade para não se tornarem robôs, devendo reservar espaço para descobrir a finalidade da vida, e entenderem o porquê de os seres humanos nascerem na Terra.
No trabalho observa-se cansaço e desinteresse em muitos ambientes. O dinheiro é importante, mas é preciso perseverança e tempo para construir uma poupança. Diante das dificuldades, as novas gerações estão meio desanimadas. Falta-lhes um propósito nobre, apaixonante, que desperte as atenções para algo maior que enobreça a vida na Terra. Como os líderes e as famílias poderão provocar isso atraindo paz e progresso beneficiador para a vida? Vamos esperar que a Luz da Verdade ilumine os caminhos da humanidade.
*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br
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